terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Nosso tesouro esta no céu


Em relação ao jogo, por obedecer à Palavra de Deus, o cristão tem uma conduta ou comportamento coerentes à sua fidelidade a Deus.
A – Reprovação e abstinência
O jogo não faz parte da conduta cristã, pois o servo de Deus possui conhecimento que o capacita a agir dentro da coerência cristã, apegando-se ao que é nobre e se abstendo do pernicioso e reprovável, (I Ts. 5:21).
Eis o alvo divino para o cristão: ter pleno co­nhecimento e toda a percepção, aprovando as coisas excelentes, sendo sincero e inculpável para com Je­sus, (Fp. 1:9-10), não sendo cúmplice nas obras in­frutíferas das trevas, antes porém reprovando-as, (Ef. 5:11), abstendo-se de toda forma de mal, (ITs. 5:22).
Sendo assim, o cristão com conhecimento e percepção dados por Deus, avalia o jogo na sua es­sência, entendendo que nele não há nada de excelente e decide reprová-lo; não o pratica nem se torna cúm­plice em nenhum envolvimento com ele, estando ci­ente de que o jogo é um mal e, uma vez que quer ser sincero e inculpável perante Jesus se abstêm de tudo o que Lhe desagrada.
É com essa coerência cristã que o servo de Deus vive: obedece e agrada ao Senhor na obediência aos mandamentos divinos, e reprova e se abstêm do mal que Ele abomina.
B – Trabalho nobre
O cristão não aposta, não se envolve com o jogo, não espera ociosamente pela sorte; pelo contra­rio, sua vida é de esforço para obter sua subsistência, trabalhando dignamente, obedecendo o ensino divino a esse respeito: Deus nos ordena trabalhar seis dias da semana cumprindo cabalmente nossas tarefas, (Ex. 20:9). Desde o começo foi assim, pois a Adão esta­vam confiados o preparo e o cultivo da terra, (Gn. 2:5,15) e isso antes da queda, pois o trabalho não é castigo e sim ordenança divina. E a todos nós se apli­ca a Palavra de Deus a Adão, de que devemos obter o nosso pão com suor, esforço, (Gn. 3:19).
Deus quer que vivamos com dignidade, traba­lhando com as próprias mãos, cuidando do que é nos­so, de forma a estarmos supridos, (I Ts. 4:11-12); que do fruto do nosso trabalho digno tenhamos con­dições até de acudir ao necessitado, (Ef. 4:28). A or­dem do Senhor nesse aspecto é tão séria, exigindo de cada um a responsabilidade pelo seu sustento oriun­do do trabalho, que declara que se alguém recusa tra­balhar que então fique sem o próprio alimento, (II Ts. 3:10), isto é: Deus requer de cada um o exercício do trabalho e que viva do fruto dele.
Infelizmente muitos vivem na ociosidade, sem­pre achando impróprio ou impossível fazer alguma coisa – esses nada realizam e nada têm, (Ec. 11:4); (Pv. 6:9-11); pois “a sonolência/inatividade, vesti­rá de trapos o homem ” (Pv. 23:21).
Contudo, os que temem ao Senhor são bem aventurados, do trabalho de suas mãos têm seu sus­tento, sendo felizes, realizados, (Sl. 128:1-2); (Ec. 5:18); tendo sono sereno e agradável, (Ec. 5:12), e até enquanto dormem, o Senhor lhes providencia o sustento, (Sl. 127:2b), pois Deus confirma a obra das mãos dos que O acatam, (Sl. 90:17), realidade essa reconhecida até pelo Diabo, pois declarou isso a Deus em relação à bênção divina sobre a obra das mãos de Jó, (Jó 1:10).
Os amantes do jogo não são assim, antes pre­ferem esperar pela sorte, desobedecendo a Deus no que diz respeito ao trabalho. O cristão confia no Se­nhor, obedecendo o que Ele ordena sobre a dignidade do trabalho, desempenhando funções desde as mais simples até as mais especializadas, mas todas dentro da dignidade cristã. Enquanto os amantes do jogo apostam e esperam pela sorte, o cristão crê e espera no Senhor, trabalhando dignamente. “O que lavra a sua terra será farto de pão, mas o que corre atrás de coisas vãs é falto de senso. ” (Pv. 12:11)
C – Vida modesta
Outra razão pela qual o cristão não aposta na “Sorte Grande” “é porque vive satisfeito com o que Deus lhe concede pelos meios da honra e honestida­de, sabendo que “a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui, ” sendo pre­cavido contra “toda e qualquer avareza ” (conforme determinou Jesus, (Lc. 12:15).
A avareza/cobiça não convém ao cristão, (Ef. 5:3); se torna uma idolatria, (Cl. 3:5); pois muitos colocam seu coração nos bens materiais, fazendo de­les o seu tesouro, (Mt 6:21).
A riqueza não traz estabilidade e não se deve depositar confiança nela, (I Tm. 6:17-19) e os que só se empenham pelo dinheiro não podem servir a Deus e sofrem muitos males: “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruina e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé, e a si mesmos se ator­mentaram com muitas dores. ” (I Tm 6:9-10).
E essas dores e males são diversos: a começar, “…a fartura do rico não o deixa dormir, ” (Ec.5:12).
“Quem confia nas riquezas cairá”; “…o que se apressa a enriquecer não passará sem castigo “;“aquele que tem olhos invejosos corre atrás das ri­quezas, mas não sabe que há de vir sobre ele a pe­núria”;(Pv.11:28; 28:20,22).
E por fim a tragédia maior que é o perigo de se desviar ao Senhor Deus, não estar no seu reino, (Ef.5:5). Por essa razão os piedosos sempre são pre­cavidos no trato com os bens materiais, (Sl. 62:10b; Jó31:24,25,28ePv. 30: 8-9).
Ao cristão convém a modéstia: vida sem ava­reza contentando-se com o que tem, pois Deus cuida dos seus, (Hb. 13:5). “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada te­mos trazido para o mundo, nem coisa alguma pode­mos levar dele; tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. ” (I Tm. 6. 6-8).
Essa é a experiência do cristão: está feliz , re­alizado no Senhor, usufruindo do que Deus lhe dá, sem lançar mão do jogo que promete grandes prêmios. Na modéstia cristã o servo de Deus está plenamente su­prido. Apostar na sorte e desejar uma grande premiação é conduta dos que estão insatisfeitos, sem realização verdadeira, e que pensam que a vida con­siste na abundância de bens. O aparentemente pouco do cristão modesto é o tudo que lhe realiza, pois é o que Deus lhe concedeu no caminho da dignidade.
D – Empenho pela realidade celestial
Ainda outra razão tem o cristão para despre­zar o jogo: está empenhado com as realidades celesti­ais.
Essas realidades celestiais estão reservadas pelo Senhor para todos os seus, e obviamente o cristão se empenha por elas, para já desfrutar aspectos delas aqui na terra e aguardar pela vivência plena das mes­mas na eternidade. Esse zelo leva o cristão a não de­sejar o muito na vida terrena, pois receia que esse muito o desvie do Senhor, (Pv. 30:8-9) pois está avi­sado de que o empenho pela riqueza terrena conduz à ruinas irreparáveis (I Tm. 6:9-10).
Ora, levando-se em conta que tudo o que exis­te no mundo físico é passageiro e está destinado à destruição no último dia, (II Pe. 3:7,10-12) – para que se preocupar apenas com as coisas terrenas, (Fp.3:19b)?
O Senhor nos ordena a pensar e a nos empe­nharmos pelas realidades celestiais (Cl. 3:2-4; Mt. 6:19-21), “pois a nossa Pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo;” “Nós porém, segundo a sua promessa es­peramos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (Fp. 3:20; II Pe. 3: 13.) Nessa perspectiva cristã o servo de Deus vive fascinado com a realidade celestial.
O jogo com seus prometidos prêmios em nada combina com essa visão cristã, antes perturba e até impede essa sublime experiência, pois leva o apostador a se empenhar e fixar tanto nas coisas terrenas que se esquece da realidade Celestial.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

JESUS OU "YAHOSHUAH"



Nomes próprios não se traduzem?

Essa "tradução" é questionada, com o argumento de que nomes não se devem traduzir, mas sim transliterar. 

Lembrando que tradução é simplesmente a transposição de uma composição literária de uma língua para outra. Já a transliteração é a versão das letras de um texto em certa língua para as letras correspondentes de outra língua, isto é, fazer corresponder letras que tenham o mesmo som. Este procedimento é interessante e correto, e por vezes é utilizado nas traduções da Bíblia.

Mas mesmo este argumento pode ser questionado. Por exemplo, não deveríamos chamar Deus de Deus, e sim de Yhvh (como é que se pronuncia isso?), que é uma transliteração do tetragrama hebraico. A substituição por Adonay, porém, fez com que a pronúncia de Yhvh se perdesse no tempo, e o que conhecemos hoje por Jeová é também uma tentativa de traduzir este vocábulo, mas não significa que está correto também.

Neste ponto, muitos estão se perguntando qual seria a tradução correta do nome Yehôshua ou Yeshua para a língua portuguesa? Na realidade nomes próprios "geralmente" não se traduzem, mas se transliteram conforme a índole de cada língua. Os nomes Eva, David e outros que levam a letra w wav, "v" em hebraico aparecem como Eua, Dauid, nos textos gregos. No grego moderno a letra b beta b na antiguidade", hoje é v. Hoje se escreve Dabid para David e Eba para Eva.

Não se traduz Bill Gates (do inglês) para Guilherme Portões em português. Também não se traduz Michael Jackson para Miguel Filho de Jacó. Também é errado simplesmente escrever um nome em português da forma como ouvimos em inglês: "Maicou Djéquisson", por exemplo, seria uma esquisitice sem tamanho! O nome deve ser mantido na forma como se escreve no original e, na medida do possível, deve-se manter a pronúncia da língua original.


Exceções à Regra

Então isto significa que quando formos escrever o nome do Salvador devemos simplesmente escrever Yeshuah? É lógico que não! Quando a língua original do nome próprio usar um conjunto de caracteres diferente do nosso, então se processa o que chamamos de transliteração. 

Transliteração, como vimos acima, é a "tradução" letra por letra (ou fonema por fonema) de um conjunto de caracteres para outro. Idiomas como o inglês, espanhol, francês e italiano usam o mesmo conjunto de caracteres que o português (A, B, C, D etc...), portanto não há transliteração entre palavras destes idiomas; mas idiomas como o hebraico, árabe, japonês e grego usam outros conjuntos de caracteres. Nestes casos utilizamos a transliteração para podermos representar em nosso conjunto de caracteres nomes próprios escritos originalmente em outro conjunto de caracteres.

As regras de transliteração não são complicadas. Vamos tomar como exemplo o conjunto de caracteres gregos: a (alfa), ß (beta), ? (gama), d (delta), e assim por diante. Numa transliteração de nomes escritos com caracteres gregos, cada letra grega é substituída por uma letra do conjunto de caracteres latinos. Por exemplo, a letra a (alfa) seria transliterada para a letra "A", a letra ß (beta) seria transliterada para a letra B, e assim por diante. 

Há nomes que permanecem inalteráveis em outras línguas, mas não são todos. Como já dissemos, nome próprio geralmente não se traduz; mas às vezes, sim. E o nosso maior exemplo vem justamente da Bíblia Sagrada. Foi o que aconteceu com Simão, a quem Jesus disse: "O seu nome é Simão... de agora em diante o seu nome será Cefas (que quer dizer Pedro)" (João 1.42). Cefas é palavra aramaica que quer dizer "pedra". Pedro é em grego Petros, que quer dizer "pedra". E esse nome, resultado de tradução e não de transliteração, foi o que se tornou mais comum, e baseado nele foi que Jesus construiu o trocadilho registrado em Mateus 16.18.


Exemplos clássicos: 

João - O nome "João", por exemplo é Yohanan, em hebraico; Ioannes, em grego; John, em inglês; Jean, em francês; Giovani, em italiano, Juan, em espanhol; Johannes, em alemão. 

Jacó - Jacó, em hebraico é Yaakov; Iakobo (Tiago), em grego; Jacques, em francês; Giácomo, em italiano; Jacob, em inglês. 

Todavia, há nomes que mudam substancialmente de uma língua para outra. Eliazar, em hebraico, é Lázaro em grego. Elisabete é a forma hebraica do nome grego Isabel.

O argumento, portanto, de que todo nome deve ser preservado na forma original, em todas as línguas é inconsistente, sem apoio bíblico.

Daí notamos que o nome "Jesus" é resultado da transliteração pura e simples do original grego Iesous (pronuncia-se Iesus), contradizendo a hipótese de que o nome "Jesus" originou-se através de uma tentativa mal intencionada dos papas de blasfemar do nome do Salvador.

Para definitivamente remover qualquer dúvida sobre o assunto, basta consultar a versão Septuaginta (LXX), uma tradução do Velho Testamento feita por setenta (?) mestres judeus no segundo século antes de Cristo. Eles traduziram o Velho Testamento do hebraico para o grego a fim de atingir os judeus da dispersão (lembre-se que o grego era a língua mais falada no império Romano). Nesta versão o nome de Josué, que em hebraico se escreve Yehôshua', ou em sua forma abreviada Yeshuah, foi transliterado para o grego exatamente da mesma forma que o nome de Jesus no Novo Testamento.


Trecho do Livro de Josué 1:10-12 na Septuaginta

Os sábios judeus transliteraram a letra hebraica ? (shin) para a letra grega s (sigma). A transliteração de "shin" para "sigma" foi feita em outros casos. Veja a tabela abaixo:

NOME EM PORTUGUÊS NO HEBRAICO
TRANSLITERAÇÃO NA LXX
TRANSLITERAÇÃO PARA CARACTERES LATINOS
Esaú (`Esav)
esan
Esau
Sete (Shen)
shq
Seth
Moisés (Mosheh)
mwushs
Moises
Isaías (Yeshayah)
hsaias
Esaias
Oséias (Howshea)
wshe
Hosee


É importante ressaltar que na transliteração de um conjunto de caracteres para outro, nem sempre a pronúncia original é mantida. Isto ocorre porque nem todos os fonemas de um idioma têm representação gráfica e podem ser devidamente pronunciados em outro idioma.

Da análise destes fatos concluímos que a forma Iesus ou Jesus é totalmente adequada para nos referirmos ao nosso Salvador e nada há de blasfêmia colocada por Jerônimo. Até hoje existem palavras em português que não tem tradução em Inglês. Por exemplo as palavras: saudade, feijoada, brigadeiro, salgado, corte de carne etc... precisam ser parafraseadas em inglês.

Finalmente, o Movimento do Nome Yehoshuah tem uma antropologia distorcida. Na Bíblia, o nome é como um sinônimo da própria pessoa. A pessoa é o que é, e não deixa de o ser se seu nome for traduzido ou transliterado para outra língua. Saulo de Tarso não mudou quando foi chamado de Paulo. Simão não deixou de ser o que era quando foi chamado por Jesus de Pedro. Ademais, o nome Josué (equivalente hebraico do nome Jesus - o Novo Testamento grego não distingue entre Josué e Jesus) aparece como Jeshua cerca de 29 vezes nos livros de Crônicas, Esdras e Neemias (incluindo Ed 5.2 em aramaico), assim como Jehoshuah aparece cerca de doze vezes em Ageu e Zacarias. Muitas vezes esses dois nomes se referem à mesma pessoa, o filho de Jozadaque.

"JESUS OU IESHUA"?



            As explicações da Comissão de Tradução, Revisão e Consulta da SBB sobre o nome “Jesus”, tema que vem despertando dúvidas em vários leitores.

 Pergunta:

 Tem fundamento a afirmativa de que o nome de Jesus é de origem grega e não hebraica?

 Resposta:

Não, não tem. Esse nome transliterado para o grego como Iesous, é hebraico e vem de Ieshua” (as aspas representam a letra hebraica ayin). A forma plena da palavra é Yehoshua”, que, a partir do cativeiro, passou a dar lugar, à forma mais abreviada Ieshua”.

            Até o começo do segundo século d.C. Iesous (Ieshua”) era um nome muito comum entre os judeus. Na Septuaginta, versão do Antigo Testamento que os judeus fizeram entre os anos 285 e 150 a.C., do hebraico para o grego, o nome Iesous aparece para referir-se tanto a Josué (quatro indivíduos) como aos oito Jesua mencionados em Esdras e Neemias.

            Iesous não é nome de nenhum deus da mitologia grega, tanto que não aparece em nenhum clássico grego. Ver, por exemplo, o Dictionaire Grec-Français, de C. Alexandre, que, no apêndice de nomes históricos, mitológicos e geográficos, traz no verbete Iesous apenas o seguinte: “Jesus, nome hebraico”.

 Pergunta:

 Como o nome Yehoshua” se tornou Jesus?

 Resposta:

Já vimos que o vocábulo Jesus não se deriva diretamente de Yehoshua”, mas da forma abreviada Ieshua”, através do grego e do latim. A letra j inicial se explica da seguinte forma: os judeus da Dispersão, empenhados em traduzir as Escrituras do hebraico para o grego (a Septuaginta), não encontraram nessa língua uma consoante correspondente no hebraico. A solução, então, foi recorrer à vogal grega iota, que corresponde ao nosso i. Então escreveram Ieremias, começando com i, e assim por diante, inclusive Iesous.

            Mas como foi que esse i se tornou j? Foi através do latim, que deu origem às línguas neolatinas, entre as quais está o português. No latim posterior à Idade Média, começou a aparecer na escrita a distinção que já existia na pronúncia entre i vogal e i consoante, o qual passou a ser grafado como j. Por isso, o Dicionário Latino-Português, de Santos Saraiva, traz verbetes como estes: Iesus ou Jesus; Ieremias ver Jeremias.

            Agora a explicação para o s médio de Jesus. No vocábulo hebraico Ieshua” o grupo sh representa a consoante shin. Por não haver em grego som correspondente a essa consoante fricativa palatal (que soa como a letra x em “eixo”), os judeus a substituíram por sigma, também fricativa mas linguodental (que em grego, mesmo entre as vogais, soa como nosso ss). O ditongo grego ou soa u.

            O aparecimento do s final do nome Jesus se explica pela necessidade de tornar esse nome declinável: os judeus substituíram a letra ayin final pela letra sigma (o s do grego) do caso nominativo. Nos outros casos a palavra se declina assim: Iesou (genitivo), Iesoi (dativo), Iesoun (acusativo) e Iesou (vocativo). Com isso, foram resolvidos dois problemas de uma só vez: o nome ficou declinável, e o ayin final, que não tem equivalente em grego, foi substituído por um sigma (letra s).

            Fato semelhante se deu com Judas, que reflete a forma grega Ioudas, que em hebraico é Yehudah (Judá). Outros nomes hebraicos que terminam com a gutural “he” tem em grego, em latim e em português o som s: Isaías, Jeremias, Josias e Sofonias. Outro exemplo é o vocábulo Mashiac, que termina com a gutural sonora cheth (ch), a qual em grego, em latim e em português deu lugar ao som de s: Messias.

            A evolução do termo de uma língua para outra é a seguinte: Ieshua” (hebraico) > Iesous (grego) > Jesus (latim) > Jesus (português).

Artigo extraído da revista “A Bíblia no Brasil” edição de julho a dezembro de 1.995 - página 27.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O que é que tem



O que é que tem é que se você não perceber os primeiros sintomas da frieza ou fraqueza espiritual, você estará, em breve, morto espiritualmente. Morto! Creio que o inimigo tem trabalhado para manter muitos cristãos sem enxergar os sintomas, tem mantido a igreja apática, tem produzido um estado de letargia e nós vamos nos acostumando com essa vida mais ou menos, morna. Em II Pedro 2: 19b-21, diz: “pois o homem é escravo daquilo que o domina. Se, tendo escapado das contaminações do mundo por meio do conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, encontram-se novamente a elas enredados e por ela dominados, estão em pior estado do que no início. 


Teria sido melhor que não tivessem conhecido o caminho da justiça, do que, depois de terem conhecido, voltarem às costas para o santo mandamento que lhes foi transmitido.” O que acontece é que, aos poucos, ficamos com nossa mente cauterizada para o pecado, por que nos acostumamos, torna-se hábito. Em Tiago 1: 14,15 – “Cada um, porém é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. Então esse desejo, tendo concebido dá a luz o pecado, e o pecado após ser consumado gera a morte.”


Para um cristão viver em retidão nos dias de hoje tem sido muito difícil, mas não é impossível! Embora acreditemos que os apelos hoje são maiores, na velha aliança era muito pior, não havia o sacrifício de Jesus nem sua intercessão e advocacia por nós, nem mesmo o Espírito Santo para ajudar constantemente. Eles só contavam consigo mesmos. Pobre ser humano! O problema hoje, na verdade, não é ser cristão, é permanecer cristão. E entenda definitivamente irmão, isso não é esforço pessoal, não mesmo! Não conseguimos sozinhos. Não podemos aumentar nem um só dia em nossas vidas. Sem Ele nada podemos fazer! É graça de Deus, é intimidade com Ele, é busca constante, é amor verdadeiro por ele. Quando amamos alguém não queremos desapontá-lo, não queremos entristecê-lo. A nossa parte é reconhecer os nossos erros, omissões e frieza espiritual e buscar beber diretamente da fonte. Humilhar-nos diante de quem pode transformar todas as coisas e dizer que precisamos de ajuda, urgente! Não há ninguém neste mundo, por mais apaixonado que estejamos por essa pessoa, capaz de suprir as nossas necessidades. 


Precisamos entender a necessidade de existirem regras de certo e errado para nos guiar e, claro, vinda de alguém que comporta em si toda a sabedoria – Deus. Ele criou a vida, portanto, Ele é sabedor de como vivê-la de maneira feliz. Quem não possui regras externas a si, se torna Deus de si mesmo e, por isso, cria suas próprias regras e quando resolve não as seguir, muda tudo.
Ele acaba se deixando envolver com as coisas do mundo. Tudo é vão. Tiago 4: 4-6 diz: “Adúlteros, vocês não sabem que amizade com o mundo inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus. Ou vocês acham que é sem razão que as escrituras dizem que o Espírito que ele fez habitar em nós tem fortes ciúmes?”


Estamos vivendo, sem dúvida, a igreja de Laodicéia. Encontramos em Apocalipse 3:15-21 sobre esta igreja: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.”


Deus nos chama para a Santificação, sem a qual NINGUÉM verá ao Senhor. Santificar-se é separar-se desse mundo mesmo. É viver com certeza uma vida radical. Jesus foi radical sobre ser santo. Ele foi totalmente separado, santo, imaculado e sem nenhum pecado. Ele é o nosso espelho e ao mesmo tempo nosso refúgio e fonte de transformação. Deus sempre nos dá o escape, o antídoto na Palavra dEle.

Os principais sintomas da frieza espiritual são:


-Falar a frase “o que é que tem?” com certa frequência;
-Desmotivação para ler a palavra de Deus;
-Passar dias sem orar ou só orar em grupo, não conseguindo estabelecer um relacionamento você e Deus;
-Dificuldade de frequentar com constância uma igreja;
-Dificuldade de fazer/ manter amizades verdadeiras com cristãos, manter apenas relações superficiais ou somente ter amigos descrentes;
-Ser extremamente generoso consigo mesmo e quase nunca com os outros;
-Proferir palavras torpes com certa frequência;
-Passar mais horas no computador vendo bobagem  do que em sintonia com Deus, nem digo TV porque cristão que assisti TV não esta frio está sim morto espiritualmente;
-Apreciar a pregação na igreja, mas não conseguir colocá-la em prática na vida cotidiana;
-Sentir desejo de vez em quando de fazer as coisas que fazia antes de ser cristão;
-Não ver importancia na Santa Ceia.
-Dar desculpas para assistir um pouco de TV.
-Se vestir com sensualidade,roupas curtas,apertadas e transparentes.(Pois devemos ser santos tanto no interior ,como no exterior).

Sentiu-se de certa forma desconfortável ou se identificou com esses sintomas? Lembre-se que isso não é para você se sentir em condenação, mas para a glória de Deus permanecer em sua vida! Arrependa-se e confesse agora cada sintoma desses diante do Senhor. João 15:4 afirma: “Se permanecerdes em mim, eu permanecerei em vós”. Quando os sintomas forem notados por você, então imediatamente: “Submetam-se a Deus (se submetendo totalmente, desesperadamente, constantemente, seja guiado) resistam ao diabo e ele fugirá de vós. Aproximem-se de Deus e Ele se aproximará de vocês! Pecadores, limpem as mãos, e vocês que tem a mente dividida, purifiquem o coração. Entristeçam-se, lamentem-se e chorem. Troquem o riso por lamento e a alegria por tristeza. Humilhem-se diante do Senhor e Ele os exaltará!”


O que é que essa palavra tem?


-VIDA, pois é somente assim que voce podera guarda o que tem para não perde a sua coroa.e permanece na porta estreita.e ser arrebatado.

Fé e para ser salvo e Obediencia para permanecer salvo.

BOM SENSO

A palavra grega para “bom senso” é “sophrosune” que indica controle das paixões e dos desejos. O filósofo Aristóteles fazia dessa virtude um fator normativo em toda a ação ética, intitulando-a de virtude áurea. Desse modo, “bom senso” deve ser entendido como um estado de controle sobre si mesmo na área de apetites. Paulo passa a idéia de autocontrole nos apetites físicos o que impede o surgimento da tentação à imodéstia. Portanto, “bom senso” possui uma conotação especificamente sexual. É claro que não se deve descartar que Paulo combate nesse versículo o aparato de vestuário, pois ele enfatiza “não com vestidos dispendiosos”. A palavra “dispendioso” no grego é “poluteles” que significa, “caro”, “luxuoso”. Roupas luxuosas, caras e extravagantes além de levar a uma vida de ostentação para o gáudio próprio e humilhação para os mais pobres da igreja, resultam em dispêndio inútil e atentam contra a recomendação apostólica da simplicidade. O figurino bíblico não exala sexo, ostentação e dinheiro, mas pureza e humildade. Calvino disse: “Onde a cobiça reina no íntimo, não haverá modéstia nas vestes exteriores”. Acrescenta ainda “A vestimenta de uma mulher piedosa tem de ser diferente das vestes de uma prostituta, se a piedade tem de ser provada pelas obras, a verbalização de ser crente também precisa ser visível em vestes decentes e apropriadas”. Nos tempos bíblicos a caracterização de uma prostituta era a revelação de seu corpo através de suas roupas sensuais. Não havia nenhuma dúvida quanto ao “uniforme de uma prostituta”. Na verdade, o marketing de uma prostituta consiste em mostrar suas curvas, coxas, nádegas e genitálias. Nesse contexto, as mini-saias, vestidos decotados, apertados ou transparentes satisfazem perfeitamente essa finalidade.

Algumas pessoas dizem: “Deus vê o coração e não o exterior” (I Samuel 16:7). Mas, observe o que diz em Mateus 17:1 e 2 “E após seis dias, Jesus tomou a Pedro, Tiago e João, seu irmão e os levou até um alto monte em particular; e foi transfigurado diante deles e seu rosto brilhava como o sol e suas vestes se tornara brancas como a luz”. Jesus estava ainda sob a forma humana, mas diante de Pedro, Tiago e João, sua aparência foi transformada. Jesus estava transfigurado, o que na língua grega significa modificado. A palavra “transfigurado” vem do grego “morphi” que quer dizer “expressão exterior que procede do interior”, ou ainda, “expressão exterior que apresenta o caráter interior”. Naquele dia, no monte, quando o rosto de Jesus começou a brilhar tanto quanto o sol e suas vestes se tornaram brancas como a luz, a glória de Deus começou a resplandecer. Aquela glória de Deus era uma expressão exterior de quem Jesus era. Portanto, um coração puro reflete no exterior. Um coração santo e puro não exterioriza sensualidade. As pessoas não podem ver nossos corações para saber o que há dentro, mas podem discerni-lo pelo que estão vendo por fora. O modo como nos vestimos revela o que somos. É claro que uma mulher pode está pudicamente vestida e ter um coração cheio de rapinas, mas a Deus ela não engana. O fato de se ter a possibilidade de uma mulher está pudicamente vestida e ter um coração podre não invalida o figurino estabelecido por Deus: modéstia e bom senso.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

4 segredos para uma igreja saudável!



1º Sã doutrina : Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. 2 João 1:9

2º Comunhão: Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? 1 João 4:20

3º Partir do Pão: Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. João 6:53

4º Oração: E quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós; antes vos ensinarei o caminho bom e direito.1 Samuel 12:23

sábado, 4 de agosto de 2012

APROVADO EM CRISTO


VASO DE BARRO COM VALOR DE OURO

O versículo 10 do capitulo dezesseis da Epistola de Paulo aos Romanos menciona dois nomes de cristãos, cuja biografia é totalmente desconhecida, à luz do texto neo-testamentário, mas que mereceram uma menção honrosa por parte do apóstolo.
O versículo em referencia divide-se em duas partes, a primeira das quais contém as seguintes palavras: “Saudai a Apeles, aprovado em Cristo”.
Levando em consideração o fato de que Apeles é citado apenas esta vez no texto sagrado, temos em primeiro lugar a considerar que ninguém necessita ser uma pessoa de projeção na comunidade cristã em que vive, para ser aprovado pelo Senhor Jesus.
A Bíblia reserva um lugar de honra a vários personagens anônimos, bem como a alguns quase-anônimos, como Apeles.
O mais importante na vida cristã não é a posição que ocupamos no Reino, mas a natureza de nosso caráter, de nossa fé e de nosso labor.
Existem 3 classes de seguidores de Cristo mencionados na Bíblia: os provados, os reprovados e os aprovados.
Para ser reprovada ou aprovada necessariamente a pessoa tem que ser provada.
O cristão pode ser provado por Satanás, por Deus ou pelas circunstancias.
Quando a provação parte de Satanás, ela recebe o nome de tentação.
Deus nos prova naquilo que corresponde ao nosso ponto forte, enquanto Satanás nos tenta em nossos pontos vulneráveis.
Deus conhecia a fé e a obediência de Abraão e nessas áreas ele foi provado e aprovado.
Apeles foi aprovado EM Cristo.
Podemos ser aprovados diante de Cristo, aprovados por Cristo e aprovados em Cristo.
Somente Deus sabe os testes a que Apeles foi submetido, mas todos sabemos pela leitura do texto sagrado que ele triunfou.
Para sermos aprovados devemos olhar para Cristo, depender de Cristo, obedecer a Cristo, confiar em Cristo e agradar a Cristo.
Devemos depender como servos, obedecer permanentemente, confiar sem reservas e procurar agradar em tudo.
Em seu exuberante sermão pregado no Dia de Pentecoste, o apóstolo Pedro declarou que Jesus foi aprovado pelo Pai celestial, At 2.22.
Todos sabemos, pela leitura dos Evangelhos, que essa aprovação foi fruto da dedicação integral, da plena pureza pessoal e da total fidelidade do Senhor Jesus ao maravilhoso Plano da Redenção, que culminou com o sacrifício do Calvário.
Levando em consideração as palavras de Pedro em sua Epístola, devemos seguir as pisadas de Cristo (I Pe 2.21), ou seja, devemos esforçar-nos para obter o mesmo nível de aprovação que o querido Mestre alcançou,
Todos os Obreiros da Casa do Senhor precisam meditar com coração piedoso e sincero nas palavras de Paulo dedicadas a Timóteo: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. II Tm 2.15.
O texto merece 3 observações: primeira, é preciso esforço de cada um para buscar a aprovação, até que a alcance; segunda, o obreiro aprovado anda de cabeça erguida e não tem de que se envergonhar; terceira, a aprovação divina está vinculada ao estreito relacionamento do homem de Deus com as Sagradas Escrituras.
Nada sabemos de Apeles, mas é fácil e plausível deduzir que se tratava de um homem humilde.
Homens vaidosos, soberbos, arrogantes, orgulhosos e pedantes não costumam ser aprovados em Cristo.
Eis o que Paulo nos deixou escrito: Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, mas, sim, aquele a quem o Senhor louva. II Co 10.18.
Ao longo da história bíblica muitos homens foram reprovados. Nessa lista se incluem Caim, Coré, Acã, os dez espias do livro de Números, Saul, Judas, Demas e tantos, tantos outros.
Ainda nesta vida é possível saber se contamos com a aprovação de Deus. Daniel foi chamado de homem mui desejado. Apesar de suas fragilidades, Davi foi mencionado como sendo um homem segundo o coração de Deus.
Precisamos ser mui cautelosos quanto ao perigo de buscarmos aprovação dos homens e nos esquecermos por completo da aprovação divina.
A julgar pelos fatos que a Bíblia menciona não se deve esperar aprovação dos homens quando executamos com fidelidade os propósitos de Deus.
Vejamos o que o Evangelho registra a respeito de Jesus: Mas primeiro convém que ele padeça muito, e seja reprovado por esta geração. Lc 17.25.
Parece comum na atualidade uma busca desesperada por aplausos e aprovação dos homens.
A Igreja precisa ser vigilante, a fim de não cometer o pecado da mistura. Não podemos repetir a situação de Efraim, um bolo que não foi virado, Os.7.8.
Cristo nos aprova quando estamos em sintonia com Sua Palavra.
Cristo nos aprova quando vivemos em harmonia com sua vontade.
Cristo nos aprova quando buscamos primeiramente o Reino de Deus, Mt 6.22.
Para onde estamos indo?
Moisés mereceu o desprezo de faraó por haver recusado integrar a linha de sucessão real do Império Egípcio, mas foi aprovado por Deus, a ponto de merecer o privilégio único de por Ele mesmo vir a ser sepultado.
O caminho da aprovação passa necessariamente pela Cruz.
Os pregadores devem ser aprovados quando pregam.
Os cantores devem ser aprovados quando oram.
Os lideres devem ser aprovados quando lideram.
Qualquer pessoa pode ser aprovada em.
Cristo, desde que se deixe governar pelo Espírito Santo.
Durante nossa peregrinação por este mundo podemos alcançar uma aprovação final.E, no Dia do Senhor, em pleno Tribunal de Cristo, a aprovação final, definitiva e eterna.
Se Apeles foi aprovado, você também poderá ser.
E eu também, graças a Deus.