quarta-feira, 7 de agosto de 2013
O que é que tem
O que é que tem é que se você não perceber os primeiros sintomas da frieza ou fraqueza espiritual, você estará, em breve, morto espiritualmente. Morto! Creio que o inimigo tem trabalhado para manter muitos cristãos sem enxergar os sintomas, tem mantido a igreja apática, tem produzido um estado de letargia e nós vamos nos acostumando com essa vida mais ou menos, morna. Em II Pedro 2: 19b-21, diz: “pois o homem é escravo daquilo que o domina. Se, tendo escapado das contaminações do mundo por meio do conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, encontram-se novamente a elas enredados e por ela dominados, estão em pior estado do que no início.
Teria sido melhor que não tivessem conhecido o caminho da justiça, do que, depois de terem conhecido, voltarem às costas para o santo mandamento que lhes foi transmitido.” O que acontece é que, aos poucos, ficamos com nossa mente cauterizada para o pecado, por que nos acostumamos, torna-se hábito. Em Tiago 1: 14,15 – “Cada um, porém é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. Então esse desejo, tendo concebido dá a luz o pecado, e o pecado após ser consumado gera a morte.”
Para um cristão viver em retidão nos dias de hoje tem sido muito difícil, mas não é impossível! Embora acreditemos que os apelos hoje são maiores, na velha aliança era muito pior, não havia o sacrifício de Jesus nem sua intercessão e advocacia por nós, nem mesmo o Espírito Santo para ajudar constantemente. Eles só contavam consigo mesmos. Pobre ser humano! O problema hoje, na verdade, não é ser cristão, é permanecer cristão. E entenda definitivamente irmão, isso não é esforço pessoal, não mesmo! Não conseguimos sozinhos. Não podemos aumentar nem um só dia em nossas vidas. Sem Ele nada podemos fazer! É graça de Deus, é intimidade com Ele, é busca constante, é amor verdadeiro por ele. Quando amamos alguém não queremos desapontá-lo, não queremos entristecê-lo. A nossa parte é reconhecer os nossos erros, omissões e frieza espiritual e buscar beber diretamente da fonte. Humilhar-nos diante de quem pode transformar todas as coisas e dizer que precisamos de ajuda, urgente! Não há ninguém neste mundo, por mais apaixonado que estejamos por essa pessoa, capaz de suprir as nossas necessidades.
Precisamos entender a necessidade de existirem regras de certo e errado para nos guiar e, claro, vinda de alguém que comporta em si toda a sabedoria – Deus. Ele criou a vida, portanto, Ele é sabedor de como vivê-la de maneira feliz. Quem não possui regras externas a si, se torna Deus de si mesmo e, por isso, cria suas próprias regras e quando resolve não as seguir, muda tudo.
Ele acaba se deixando envolver com as coisas do mundo. Tudo é vão. Tiago 4: 4-6 diz: “Adúlteros, vocês não sabem que amizade com o mundo inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus. Ou vocês acham que é sem razão que as escrituras dizem que o Espírito que ele fez habitar em nós tem fortes ciúmes?”
Estamos vivendo, sem dúvida, a igreja de Laodicéia. Encontramos em Apocalipse 3:15-21 sobre esta igreja: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.”
Deus nos chama para a Santificação, sem a qual NINGUÉM verá ao Senhor. Santificar-se é separar-se desse mundo mesmo. É viver com certeza uma vida radical. Jesus foi radical sobre ser santo. Ele foi totalmente separado, santo, imaculado e sem nenhum pecado. Ele é o nosso espelho e ao mesmo tempo nosso refúgio e fonte de transformação. Deus sempre nos dá o escape, o antídoto na Palavra dEle.
Os principais sintomas da frieza espiritual são:
-Falar a frase “o que é que tem?” com certa frequência;
-Desmotivação para ler a palavra de Deus;
-Passar dias sem orar ou só orar em grupo, não conseguindo estabelecer um relacionamento você e Deus;
-Dificuldade de frequentar com constância uma igreja;
-Dificuldade de fazer/ manter amizades verdadeiras com cristãos, manter apenas relações superficiais ou somente ter amigos descrentes;
-Ser extremamente generoso consigo mesmo e quase nunca com os outros;
-Proferir palavras torpes com certa frequência;
-Passar mais horas no computador vendo bobagem do que em sintonia com Deus, nem digo TV porque cristão que assisti TV não esta frio está sim morto espiritualmente;
-Apreciar a pregação na igreja, mas não conseguir colocá-la em prática na vida cotidiana;
-Sentir desejo de vez em quando de fazer as coisas que fazia antes de ser cristão;
-Não ver importancia na Santa Ceia.
-Dar desculpas para assistir um pouco de TV.
-Se vestir com sensualidade,roupas curtas,apertadas e transparentes.(Pois devemos ser santos tanto no interior ,como no exterior).
Sentiu-se de certa forma desconfortável ou se identificou com esses sintomas? Lembre-se que isso não é para você se sentir em condenação, mas para a glória de Deus permanecer em sua vida! Arrependa-se e confesse agora cada sintoma desses diante do Senhor. João 15:4 afirma: “Se permanecerdes em mim, eu permanecerei em vós”. Quando os sintomas forem notados por você, então imediatamente: “Submetam-se a Deus (se submetendo totalmente, desesperadamente, constantemente, seja guiado) resistam ao diabo e ele fugirá de vós. Aproximem-se de Deus e Ele se aproximará de vocês! Pecadores, limpem as mãos, e vocês que tem a mente dividida, purifiquem o coração. Entristeçam-se, lamentem-se e chorem. Troquem o riso por lamento e a alegria por tristeza. Humilhem-se diante do Senhor e Ele os exaltará!”
O que é que essa palavra tem?
-VIDA, pois é somente assim que voce podera guarda o que tem para não perde a sua coroa.e permanece na porta estreita.e ser arrebatado.
Fé e para ser salvo e Obediencia para permanecer salvo.
BOM SENSO
A palavra grega para “bom senso” é “sophrosune” que indica controle das paixões e dos desejos. O filósofo Aristóteles fazia dessa virtude um fator normativo em toda a ação ética, intitulando-a de virtude áurea. Desse modo, “bom senso” deve ser entendido como um estado de controle sobre si mesmo na área de apetites. Paulo passa a idéia de autocontrole nos apetites físicos o que impede o surgimento da tentação à imodéstia. Portanto, “bom senso” possui uma conotação especificamente sexual. É claro que não se deve descartar que Paulo combate nesse versículo o aparato de vestuário, pois ele enfatiza “não com vestidos dispendiosos”. A palavra “dispendioso” no grego é “poluteles” que significa, “caro”, “luxuoso”. Roupas luxuosas, caras e extravagantes além de levar a uma vida de ostentação para o gáudio próprio e humilhação para os mais pobres da igreja, resultam em dispêndio inútil e atentam contra a recomendação apostólica da simplicidade. O figurino bíblico não exala sexo, ostentação e dinheiro, mas pureza e humildade. Calvino disse: “Onde a cobiça reina no íntimo, não haverá modéstia nas vestes exteriores”. Acrescenta ainda “A vestimenta de uma mulher piedosa tem de ser diferente das vestes de uma prostituta, se a piedade tem de ser provada pelas obras, a verbalização de ser crente também precisa ser visível em vestes decentes e apropriadas”. Nos tempos bíblicos a caracterização de uma prostituta era a revelação de seu corpo através de suas roupas sensuais. Não havia nenhuma dúvida quanto ao “uniforme de uma prostituta”. Na verdade, o marketing de uma prostituta consiste em mostrar suas curvas, coxas, nádegas e genitálias. Nesse contexto, as mini-saias, vestidos decotados, apertados ou transparentes satisfazem perfeitamente essa finalidade.
Algumas pessoas dizem: “Deus vê o coração e não o exterior” (I Samuel 16:7). Mas, observe o que diz em Mateus 17:1 e 2 “E após seis dias, Jesus tomou a Pedro, Tiago e João, seu irmão e os levou até um alto monte em particular; e foi transfigurado diante deles e seu rosto brilhava como o sol e suas vestes se tornara brancas como a luz”. Jesus estava ainda sob a forma humana, mas diante de Pedro, Tiago e João, sua aparência foi transformada. Jesus estava transfigurado, o que na língua grega significa modificado. A palavra “transfigurado” vem do grego “morphi” que quer dizer “expressão exterior que procede do interior”, ou ainda, “expressão exterior que apresenta o caráter interior”. Naquele dia, no monte, quando o rosto de Jesus começou a brilhar tanto quanto o sol e suas vestes se tornaram brancas como a luz, a glória de Deus começou a resplandecer. Aquela glória de Deus era uma expressão exterior de quem Jesus era. Portanto, um coração puro reflete no exterior. Um coração santo e puro não exterioriza sensualidade. As pessoas não podem ver nossos corações para saber o que há dentro, mas podem discerni-lo pelo que estão vendo por fora. O modo como nos vestimos revela o que somos. É claro que uma mulher pode está pudicamente vestida e ter um coração cheio de rapinas, mas a Deus ela não engana. O fato de se ter a possibilidade de uma mulher está pudicamente vestida e ter um coração podre não invalida o figurino estabelecido por Deus: modéstia e bom senso.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
4 segredos para uma igreja saudável!
1º Sã doutrina : Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. 2 João 1:9
2º Comunhão: Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? 1 João 4:20
3º Partir do Pão: Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. João 6:53
4º Oração: E quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós; antes vos ensinarei o caminho bom e direito.1 Samuel 12:23
sábado, 4 de agosto de 2012
APROVADO EM CRISTO
VASO DE BARRO COM VALOR DE OURO
O versículo 10 do capitulo dezesseis da Epistola de Paulo aos Romanos menciona dois nomes de cristãos, cuja biografia é totalmente desconhecida, à luz do texto neo-testamentário, mas que mereceram uma menção honrosa por parte do apóstolo.
O versículo em referencia divide-se em duas partes, a primeira das quais contém as seguintes palavras: “Saudai a Apeles, aprovado em Cristo”.
Levando em consideração o fato de que Apeles é citado apenas esta vez no texto sagrado, temos em primeiro lugar a considerar que ninguém necessita ser uma pessoa de projeção na comunidade cristã em que vive, para ser aprovado pelo Senhor Jesus.
A Bíblia reserva um lugar de honra a vários personagens anônimos, bem como a alguns quase-anônimos, como Apeles.
O mais importante na vida cristã não é a posição que ocupamos no Reino, mas a natureza de nosso caráter, de nossa fé e de nosso labor.
Existem 3 classes de seguidores de Cristo mencionados na Bíblia: os provados, os reprovados e os aprovados.
Para ser reprovada ou aprovada necessariamente a pessoa tem que ser provada.
O cristão pode ser provado por Satanás, por Deus ou pelas circunstancias.
Quando a provação parte de Satanás, ela recebe o nome de tentação.
Deus nos prova naquilo que corresponde ao nosso ponto forte, enquanto Satanás nos tenta em nossos pontos vulneráveis.
Deus conhecia a fé e a obediência de Abraão e nessas áreas ele foi provado e aprovado.
Apeles foi aprovado EM Cristo.
Podemos ser aprovados diante de Cristo, aprovados por Cristo e aprovados em Cristo.
Somente Deus sabe os testes a que Apeles foi submetido, mas todos sabemos pela leitura do texto sagrado que ele triunfou.
Para sermos aprovados devemos olhar para Cristo, depender de Cristo, obedecer a Cristo, confiar em Cristo e agradar a Cristo.
Devemos depender como servos, obedecer permanentemente, confiar sem reservas e procurar agradar em tudo.
Em seu exuberante sermão pregado no Dia de Pentecoste, o apóstolo Pedro declarou que Jesus foi aprovado pelo Pai celestial, At 2.22.
Todos sabemos, pela leitura dos Evangelhos, que essa aprovação foi fruto da dedicação integral, da plena pureza pessoal e da total fidelidade do Senhor Jesus ao maravilhoso Plano da Redenção, que culminou com o sacrifício do Calvário.
Levando em consideração as palavras de Pedro em sua Epístola, devemos seguir as pisadas de Cristo (I Pe 2.21), ou seja, devemos esforçar-nos para obter o mesmo nível de aprovação que o querido Mestre alcançou,
Todos os Obreiros da Casa do Senhor precisam meditar com coração piedoso e sincero nas palavras de Paulo dedicadas a Timóteo: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. II Tm 2.15.
O texto merece 3 observações: primeira, é preciso esforço de cada um para buscar a aprovação, até que a alcance; segunda, o obreiro aprovado anda de cabeça erguida e não tem de que se envergonhar; terceira, a aprovação divina está vinculada ao estreito relacionamento do homem de Deus com as Sagradas Escrituras.
Nada sabemos de Apeles, mas é fácil e plausível deduzir que se tratava de um homem humilde.
Homens vaidosos, soberbos, arrogantes, orgulhosos e pedantes não costumam ser aprovados em Cristo.
Eis o que Paulo nos deixou escrito: Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, mas, sim, aquele a quem o Senhor louva. II Co 10.18.
Ao longo da história bíblica muitos homens foram reprovados. Nessa lista se incluem Caim, Coré, Acã, os dez espias do livro de Números, Saul, Judas, Demas e tantos, tantos outros.
Ainda nesta vida é possível saber se contamos com a aprovação de Deus. Daniel foi chamado de homem mui desejado. Apesar de suas fragilidades, Davi foi mencionado como sendo um homem segundo o coração de Deus.
Precisamos ser mui cautelosos quanto ao perigo de buscarmos aprovação dos homens e nos esquecermos por completo da aprovação divina.
A julgar pelos fatos que a Bíblia menciona não se deve esperar aprovação dos homens quando executamos com fidelidade os propósitos de Deus.
Vejamos o que o Evangelho registra a respeito de Jesus: Mas primeiro convém que ele padeça muito, e seja reprovado por esta geração. Lc 17.25.
Parece comum na atualidade uma busca desesperada por aplausos e aprovação dos homens.
A Igreja precisa ser vigilante, a fim de não cometer o pecado da mistura. Não podemos repetir a situação de Efraim, um bolo que não foi virado, Os.7.8.
Cristo nos aprova quando estamos em sintonia com Sua Palavra.
Cristo nos aprova quando vivemos em harmonia com sua vontade.
Cristo nos aprova quando buscamos primeiramente o Reino de Deus, Mt 6.22.
Para onde estamos indo?
Moisés mereceu o desprezo de faraó por haver recusado integrar a linha de sucessão real do Império Egípcio, mas foi aprovado por Deus, a ponto de merecer o privilégio único de por Ele mesmo vir a ser sepultado.
O caminho da aprovação passa necessariamente pela Cruz.
Os pregadores devem ser aprovados quando pregam.
Os cantores devem ser aprovados quando oram.
Os lideres devem ser aprovados quando lideram.
Qualquer pessoa pode ser aprovada em.
Cristo, desde que se deixe governar pelo Espírito Santo.
Durante nossa peregrinação por este mundo podemos alcançar uma aprovação final.E, no Dia do Senhor, em pleno Tribunal de Cristo, a aprovação final, definitiva e eterna.
Se Apeles foi aprovado, você também poderá ser.
E eu também, graças a Deus.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Sinais do Homem Espiritual - A. W. Tozer
O conceito
de espiritualidade varia entre os diversos grupos cristãos. Em alguns círculos,
a pessoa que fala incessantemente de religião é julgada como sendo muito
espiritual. Outros aceitam a exuberância ruidosa como um sinal de
espiritualidade, e em algumas igrejas, o homem que ora em primeiro lugar, por
mais tempo e mais alto consegue uma reputação de ser o mais espiritual na
assembléia.
Um
testemunho vigoroso, orações freqüentes e louvor em voz alta podem entrosar-se
perfeitamente com a espiritualidade, mas é importante entendermos que em si
mesmos eles não constituem nem provam a presença da mesma. A verdadeira
espiritualidade manifesta-se em certos desejos dominantes. Eles são desejos
sempre presentes, fixos, suficientemente poderosos para dominar e controlar a
vida da pessoa. Para facilitar, vou mencioná-los, embora não me esforce para
decidir sua ordem de importância.
1. Primeiro,
o desejo de ser santo em lugar de feliz. A busca da felicidade, tão difundida
entre os cristãos que professam uma santidade superior e prova suficiente de
que tal santidade não se acha presente. O homem verdadeiramente espiritual sabe
que Deus dará abundância de alegria no momento em que possamos recebê-la sem
prejudicar nossa alma, mas não exige obtê-la imediatamente. John Wesley falou a
respeito de uma das primeiras sociedades metodistas da qual duvidava terem seus
membros sido aperfeiçoados em amor, pois iam à igreja para apreciar a religião
em lugar de aprender como tornar-se santos.
2. O
indivíduo pode ser considerado espiritual quando quer que a honra de Deus
avance por meio de sua vida, mesmo que isso signifique que ele mesmo tenha de
sofrer desonra ou perda temporárias. Um homem assim ora: "Santificado seja
o teu nome", e acrescenta baixinho: "Qualquer seja o custo para mim,
Senhor". Ele vive para honrar a Deus, através de uma espécie de reflexo
espiritual. Cada escolha envolvendo a glória de Deus, para ele já está feita
antes de apresentar-se. Não é necessário que debata o assunto em seu íntimo,
pois nada há a discutir. A glória de Deus é necessária para ele; ele a aspira
como alguém sufocando-se aspira o ar.
3. O homem
espiritual quer carregar a sua cruz. Muitos cristãos aceitam a adversidade ou a
tribulação com um suspiro e as chamam de sua cruz, esquecendo de que tais
coisas podem acontecer tanto a santos como a pecadores. A cruz é aquela
adversidade extra que surge como resultado de nossa obediência a Cristo. Esta
cruz não é forçada sobre nós; nós voluntariamente a tomamos com pleno
conhe¬cimento das conseqüências. Nós decidimos obedecer a Cristo e fazendo essa
escolha, decidimos carregar a cruz. Carregar a cruz significa ligar-se à Pessoa
de Cristo, ser fiel à soberania de Cristo e obediente aos seus mandamentos. O
indivíduo espiritual é aquele que manifesta essas características.
4. O cristão
espiritual é também aquele que tudo observa sob o ponto de vista de Deus. A
capacidade de pesar tudo na balança divina e dar-lhes o mesmo valor dado por
Deus, é o sinal de uma vida cheia do Espírito. Deus olha para tudo e através de
tudo ao mesmo tempo. Seu olhar não repousa sobre a superfície mas penetra até o
verdadeiro significado das coisas. O cristão carnal olha para um objeto ou uma
situação, mas pelo fato de não ver através dela fica entusiasmado ou deprimido
pelo que vê. O homem espiritual tem capacidade para ver através das coisas como
Deus vê e pensar nelas como Ele pensa. Ele insiste em ver tudo como Deus vê,
mesmo que isso o hu¬milhe e exponha a sua ignorância até o extremo de fazê-lo
sofrer.
5. Outro
desejo do homem espiritual é morrer retamente em lugar de viver no erro. Um
sinal seguro do homem de Deus amadurecido é de sua despreocupação com a vida. O
cristão terreno, consciente do corpo, olha para a morte com terror no coração;
mas à medida que continua vivendo no Espírito torna-se cada vez mais
indiferente ao número de anos que vai viver aqui embaixo, e ao mesmo tempo
cuida cada vez mais do modo como vive enquanto está aqui. Não irá comprar
alguns dias extra de vida ao custo da transigência ou fracasso. Quer acima de
tudo ser reto, e fica feliz em deixar que Deus decida quanto tempo deve viver.
Ele sabe que pode morrer agora que está em Cristo, mas sabe que não pode agir
erradamente, e este conhecimento torna-se um giroscópio que dá esta¬bilidade
aos seus pensamentos e seus atos.
6. O desejo
de ver outros progredirem com sua ajuda é outro sinal do homem que possui
espiritualidade. Ele quer ver outros cristãos acima de si e fica feliz quando
estes são promovidos e ele negligenciado. Não existe inveja em seu coração;
quando seus irmãos são honrados fica satisfeito, por ser essa a vontade de Deus
e essa vontade é seu céu na terra. O que é agradável a Deus lhe dá também
prazer, e se for do agrado de Deus exaltar outrem acima dele, satisfaz-se com
isso.
7. O homem
espiritual faz no geral juízos eternos e não temporais. Pela fé supera o poder
de atração da terra e o fluxo do tempo e aprende a pensar e sentir como alguém
que já deixou o mundo e foi juntar-se à imensa companhia dos anjos e à
assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, Um homem assim
preferiria ser útil e não famoso, servir em lugar de ser servido. Tudo isto se
realiza pela operação do Espírito Santo que ne!e habita. Homem algum pode ser
espiritual por si mesmo. Apenas o Espírito da liberdade pode tornar o homem
espiritual.
Fonte:
Livro: Esse cristão incrível
Erótico versus Espiritual - A. W. Tozer
E este texto
foi escrito há uns 50 anos...
A época em
que vivemos poderá ficar conhecida como a Idade do Erotismo. O amor sexual se
tornou uma forma de culto. Entre os homens civilizados, Eros tem mais
adoradores do que qualquer outro deus. Para milhões, o erótico tem substituído
completamente o espiritual.
Os fatores
Não é
difícil determinar como o mundo caiu nesse estado. Fatores contribuintes são as
emissoras de rádio e os aparelhos de som, que podem disseminar uma música de
amor por todo um país em poucos dias; o cinema e a televisão, que proporcionam
a toda uma população a oportunidade de banquetear-se com mulheres sensuais e
jovens soberbos unidos em abraços apaixonados (nas salas de visitas de lares
“cristãos”, aos olhos de crianças inocentes!); menos horas de trabalho e a
multiplicação de máquinas automáticas que resultam no aumento do lazer para
todos.
Juntemos a
tudo isso dezenas de campanhas de propaganda concebidas inteligentemente, que
transformam o sexo em isca não muito bem disfarçada, a fim de atrair
compradores para quase todos os produtos imagináveis; os escritores infames que
consagraram suas vidas à obra de tornar conhecidas as levianas e falsas
nulidades, utilizando personagens que têm carinha de anjo e moral de
prostituta; novelistas sem consciência que alcançam fama duvidosa e enriquecem
à custa da perniciosa ocupação de drenar do esgoto de sua alma podridões
literárias que entretêm as massas. Tudo isso nos mostra como Eros conseguiu
triunfar sobre o mundo civilizado.
Se esse deus
não importunasse os crentes, não haveria razão para inquietar-me com o seu
culto. Um dia, toda a sua fétida sujeira ruirá sobre si mesma, tornando-se um
excelente combustível para o fogo do inferno, uma justa recompensa, fazendo-nos
ter compaixão daqueles que forem engolidos na sua trágica ruína. Se as coisas
fossem diferentes do que realmente são, as lágrimas e o silêncio seriam
melhores do que as palavras. Mas o culto de Eros está afetando seriamente a igreja.
A límpida religião de Cristo, que flui do coração de Deus como um rio
cristalino, está sendo poluída pelas águas sujas que escorrem do altar da
abominação que se vê em todos os outeiros e debaixo de todas as árvores, em
todas as parte de nosso país.
Os crentes
estão sendo influenciados
A influência
desse espírito erótico está sendo percebida em quase todos os círculos
evangélicos. Grande parte da música cantada em certos tipos de reuniões
transpira mais romance do que a voz do Espírito Santo. Cânticos e músicas foram
escritos para despertar a luxúria. Cristo é tratado com uma familiaridade que
revela ignorância completa a respeito do seu caráter. O que predomina não é
mais a reverente intimidade do santo que adora, e sim a impudica familiaridade do
amante carnal.
A ficção
religiosa tem utilizado o sexo para criar interesse em seus leitores,
servindo-se da aparente desculpa de que, entrelaçando o romance erótico com a
religião em uma ficção, o leitor habitual, que não gasta tempo com um livro
puramente religioso, desejará ler a ficção e, assim, conhecerá o evangelho. Não
levando em conta o fato de que os mais modernos romancistas religiosos são
apenas amadores, incapazes de escrever pelo menos uma linha de literatura
realmente boa, o conceito de romances espirituais está errado.
Os impulsos
libidinosos e o doce e profundo estímulo do Espírito Santo são diametralmente
opostos. A noção de que Eros pode servir como um auxilio ao Senhor da glória é
ultrajante. Os filmes “cristãos” que procuram atrair o público com cenas
amorosas em sua propaganda são completamente contrários à religião de Cristo.
Somente os que se acham espiritualmente cegos podem ser enganados.
A moda da
beleza física e de personalidades brilhantes nas produções religiosas é uma
manifestação da influência do sentimento romântico na igreja. O balanço
rítmico, o sorriso inalterável e a voz demasiadamente alegre enganam o
religioso mundano. Ele aprendeu a sua técnica na televisão, mas não o
suficiente para obter sucesso no campo profissional; por isso, ele traz sua
produção ineficiente para o lugar santo, mascateando-a aos cristãos débeis e
mal nutridos, que buscam algo para divertirem-se, enquanto fazem parte da
maioria religiosa popular.
Tempo para
falar
Se a minha
linguagem parece severa, lembrem-se de que não está sendo dirigida a ninguém
pessoalmente. Sinto grande compaixão pelo mundo dos homens perdidos e desejo
que todos venham ao arrependimento. Pelos crentes cujas vigorosas mas errôneas
lideranças têm desviado a igreja moderna do altar de Jeová para o altar do
Erro, sinto amor e compaixão. Quero ser o último a injuriá-los e o primeiro a
per- doá-los, lembrando-me dos meus pecados passados e da minha necessidade de
misericórdia, bem como de minha própria fraqueza e inclinação natural para o
pecado e o erro. A jumenta de Balaão foi usada por Deus para repreender um
profeta. Concluímos disto que Deus não requer perfeição no instrumento que usa
pa-ra admoestar e exortar seu povo.
Quando o
rebanho de Deus está em perigo, o pastor não deve contemplar as estrelas e
meditar sobre temas “inspirativos”. Está moralmente obrigado a pegar suas armas
e a correr para defendê-lo. Quando as circunstâncias exigem, o amor tem de usar
a espada, embora tenha o desejo de enfaixar o coração quebrantado e cuidar do
ferido. Chegou o tempo de o profeta ser ouvido novamente. Durante as últimas
décadas, a timidez disfarçada em humildade tem-se mantido no seu canto,
enquanto a qualidade espiritual da cristandade evangélica tem se tornado pior a
cada ano que passa. Por quanto tempo ainda, Senhor? Por quanto tempo?
sábado, 7 de julho de 2012
A Cruz é Algo Radical - A. W. Tozer
A cruz de Cristo é a coisa mais revolucionária que já
apareceu entre os homens.
A cruz dos velhos tempos Romanos não conhecia acordo; ela
nunca fez concessões. Ela venceu todas as suas disputas matando o seu oponente
e silenciando- o de uma vez para sempre. Ela não poupou Cristo, mas o matou
assim como os outros. Ele estava vivo quando O penduraram naquela cruz e
completamente morto quando O tiraram dela seis horas mais tarde. Isso era a
cruz, a primeira vez que apareceu na história Cristã.
Depois que Cristo foi levantado da morte os apóstolos saíram
para pregar Sua mensagem, e aquilo que pregavam era a cruz. Onde quer que eles
fossem pelo mundo afora carregavam a cruz e o mesmo poder revolucionário ia com
eles. A mensagem radical da cruz transformou Saulo de Tarso e o mudou de um
perseguidor de Cristãos para um crente gentil e um apóstolo da fé. O poder da
cruz transformou homens maus em bons. Ela livrou a longa escravidão do
paganismo e alterou completamente toda a perspectiva moral e mental do mundo Ocidental.
Tudo isto ela fez e continua a fazer enquanto for permitido permanecer sendo o
que era originalmente, uma cruz.
Seu poder se foi quando foi mudada de algo de morte para
algo de belo. Quando os homens fizeram dela um símbolo, pendurando- a aos seus pescoços
como um ornamento ou fizeram seu esboço diante das suas faces como um sinal
mágico para repelir o maligno, então ela se tornou na melhor das hipóteses um
fraco emblema, e na pior das hipóteses um fetiche positivo. Como tal ela é
venerada hoje em dia por milhões que não sabem absolutamente nada sobre o seu
poder.
A cruz alcança seu fim pela destruição de um padrão
estabelecido, a vítima, e cria um outro padrão, seu próprio. Assim, ela tem
sempre seu estilo. Ela vence através da derrota do seu oponente e imposição da
sua vontade sobre ele. Ela sempre domina. Ela nunca se compromete, nunca
negocia nem concede, nunca renuncia um ponto por motivo de paz. Ela não se
importa com a paz; ela se importa somente em acabar com sua oposição o mais
rápido possível.
Com perfeito conhecimento de tudo isto Cristo disse, “Se
alguém quer vir após mim, negue- se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga- me”
(Mt 16:24). Assim a cruz não somente provoca um fim à vida de Cristo, ela
também dá fim à primeira vida, a velha vida, de cada um dos Seus verdadeiros
seguidores. Ela destrói o velho padrão, o padrão de Adão, na vida do crente e o
conduz a um fim. Então o Deus que ressuscitou Cristo da morte ressuscita o
crente e se inicia uma nova vida.
Isto, e nada menos, é Cristianismo verdadeiro, entretanto
não podemos deixar de reconhecer a divergência crucial deste conceito daquele
defendido pelos membros evangélico de hoje. Porém não ousamos qualificar a
nossa posição. A cruz permanece bem acima das opiniões dos homens e para aquela
cruz todas as opiniões devem finalmente ir para julgamento. Uma liderança
superficial e mundana modificaria a cruz para agradar os entretenimentos loucos
dos religiosos que terão a sua diversão mesmo dentro do santuário; mas agir
assim é procurar desastre espiritual e se expor ao perigo da ira do Cordeiro
transformado em Leão.
Devemos fazer algo com relação à cruz, e somente uma de duas
coisas podemos fazer fugir dela ou morrer nela. Se formos tão imprudentes para
fugir devemos por este ato pôr de lado a fé de nossos pais e fazer do
Cristianismo alguma outra coisa exceto o que ele é. Então teremos deixado
somente a vazia linguagem da salvação; o poder se apartará com nosso
apartamento da verdadeira cruz.
Se formos sábios faremos o que Jesus fez; enfrentaremos a
cruz e desprezaremos a vergonha pela alegria que está colocada diante de nós.
Fazer isto é entregar todos os padrões das nossas vidas para serem destruídos e
reconstruídos no poder de uma vida eterna. Descobriremos que isto é mais do que
poesia, mais do que doce melodia e sentimento nobre. A cruz cortará em nossa
vida onde ela fere mais, sem poupar nem a nós nem nossas reputações
cuidadosamente cultivadas. Ela vai nos derrotar e levar nossas vidas egoístas a
um fim. Somente então poderemos nos levantar em plenitude de vida para
estabelecer um padrão de vida completamente novo, livre e repleto de boas
obras.
A mudança de atitude em relação a cruz que vemos na
ortodoxia moderna não prova que Deus tenha mudado, nem que Cristo tenha
facilitado na Sua exigência de que carreguemos a cruz; antes significa que a
Cristandade atual se afastou dos padrões do Novo Testamento. Até agora temos
mudado tanto que isto pode necessitar nada menos do que uma nova reforma para
restaurar a cruz para o seu lugar correto na teologia e vida da Igreja.
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